Planejamento e organização são características importantes de uma empresa que quer sobreviver no mercado atual. Fica difícil imaginar uma companhia que atue conforme a maré, sendo levada de um lado para o outro, sem se preocupar em definir estágios, metas e objetivos. Principalmente em períodos de instabilidade, que atingem a economia, a política e, muitas vezes, as duas esferas ao mesmo tempo.

Nesse momento, são colocados em prática termos como modelo de negócios, planejamento estratégico, visão macro, segmento de mercado, entre muitos outros. A cartilha de expressões voltadas a chamar a atenção de decisores e gestores praticamente não tem fim.

Mas, em um mundo em que as mudanças são tão bruscas e até as instabilidades variam de acordo com o mês, a semana ou até mesmo o dia, faz sentido pensar em planos de negócios inquestionáveis e áreas de atuação definitivas?

No post de hoje, vamos mostrar qual é o papel do design na desconstrução desse pensamento e como ele pode alavancar um negócio, seja em época de crise ou de estabilidade. Acompanhe!

Repensando o modelo de negócios

Um grande problema das empresas é criar um planejamento estratégico e seguir os pontos que estão nele apenas por seguir, sem nenhum tipo de questionamento ou preocupação com o propósito do que está sendo feito naquele momento. Ou seja, o planejamento estratégico vira apenas um guia para fazer as coisas, mesmo que o real motivo dessas ações não esteja claro para ninguém.

Ao mesmo tempo, as empresas têm modelos de negócio que, muitas vezes, não se preocupam com a relevância ou o contexto do próprio negócio. São documentos que ditam regras que são seguidas à risca, sem espaço para improviso ou qualquer tipo de mudança em uma trajetória que está desenhada do início ao fim, em que não é permitido nenhum desvio.

O papel do design em um negócio é justamente alinhar esses dois pontos: tomar as diretrizes e aplicar sentido a elas. É preciso descobrir propostas de valor e fazer com que isso tenha um resultado. Inovação, afinal de contas, só é inovação se alcançar um efeito e trouxer um benefício para a empresa.

O design chega para relacionar o planejamento estratégico com o modelo de negócios, colocando no papel de protagonista quem realmente é a estrela de toda essa história: o consumidor.

A importância da visão do consumidor

É impossível falar de modelo de negócios ou planejamento estratégico sem, antes, falar sobre o consumidor. Se você quer vender mais, mas não sabe quem compra o seu produto, precisa parar e repensar a sua estratégia imediatamente. Projetar um negócio é fazer uma análise 360 graus desse negócio: quem compra, por que essa pessoa compra, o que está sendo vendido e por que isso está sendo vendido.

O design para negócios não trata de desenho, mas de modelagem. É a criação de um modelo de negócios que vai ser testado e, provavelmente, ajustado ao longo do tempo. É uma metodologia viva, editável. E esse pensamento é o que pode diferenciar um sucesso de um grande fracasso.

O design como ferramenta de mercado

Diversas ferramentas emprestadas do design vão ser úteis na construção de um modelo de negócios. O design é uma forma de resolução de problemas. Tendo essa visão, você vai encontrar, dentro dessa área, processos e métodos que conseguem achar a resposta para os enigmas do mercado.

O Business Model Canvas — ou Quadro de Modelo de Negócios — é uma ferramenta usada para começar um negócio do zero e entender qual é a relevância dele. A linguagem visual é fundamental para fazer com que essa compreensão seja a mais simples e direta possível.

O design thinking já busca descobrir qual problema o negócio está enfrentando de maneira rápida. É uma ferramenta mais voltada para a descoberta do que para a entrega — que, inclusive, é como o design se transformou em uma forma de consultoria hoje em dia. Você contrata uma empresa para descobrir o problema do seu negócio e precisa contar com a sua equipe interna para colocar a solução em prática.

Ou seja, o design está inserido na definição de um modelo de negócio seja como catalisador ou como um processo de entrega. Para o Grupo Criativo, o interessante é agir de ponta a ponta, planejando, contextualizando, pesquisando e entregando a solução desse problema para a empresa.

Encontrando o problema

Outro fator importante é descobrir qual é o problema. É muito comum encontrar empresas que acham que estão cheias de problemas que, na verdade, elas não têm. E o Grupo Criativo, por meio de um trabalho de contextualização e pesquisa, tem o objetivo de encontrar quais são, de fato, os problemas desse negócio e criar um cronograma com os que serão resolvidos primeiro.

A ajuda de uma empresa externa é fundamental nesse momento de reconhecimento e organização. O olhar de fora, de quem não está inserido naquele contexto, ajuda a encontrar novas formas de encarar os obstáculos. É uma visão que não está viciada, que não vai procurar a saída mais simples nem a resposta mais comum.

Vantagens do design na modelagem de negócio

Uma das grandes vantagens do uso do design em um modelo de negócio é a antecipação. O design força um pensamento voltado para o futuro. O negócio em questão, atualmente, funciona de uma maneira específica, mas e daqui a cinco anos? Como ele será? Ele vai continuar existindo? Ele ainda vai ser relevante?

A modelagem de negócio traz esse fator importante do cenário futuro e até de cenários alternativos. Ela causa uma reflexão: talvez, para o negócio sobreviver, seja preciso traçar uma rota diferente daquela que foi definida. O fato de estar disposto a explorar novos formatos e outras possibilidades precisa estar inserido na forma como as empresas veem a si mesmas.

O design ajuda a sair da bolha, a enxergar além e a criar cenários que hoje em dia são cruciais para a sobrevivência de qualquer empresa. Por isso, o planejamento estratégico e o modelo de negócios precisam ser pensados de forma que o imprimam em todos os seus aspectos.

Quer saber como o Grupo Criativo auxilia a sua empresa e definir um modelo de negócio? Entre em contato com a gente agora mesmo!

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